quinta-feira, 13 de novembro de 2025
Canção breve para Sandy Denny (1947-1978)
domingo, 21 de setembro de 2025
Canção breve para os meninos na Foz do Arelho
quinta-feira, 23 de maio de 2024
Novo poema nº 46 para Ana Isabel
Novo poema nº 46 para Ana Isabel
O som de
fundo é uma música a metro, canções
já batidas ao longo de verões passadas e que hoje são apenas resultado de uma varinha mágica que tudo coloca na mesma
bitola; é música para ouvir nos elevadores dos prédios modernos.
Ninguém
repara no batuque vazio de música com melodia, há apenas ritmo e nada mais,
todos aqui procuram o usufruto da cerveja gelada, do ginger ale com limão, do copo de vinho branco muito fresco.
Porque até a brisa que se levanta do mar incita a não fazer nada, para além de ouvir o telemóvel que por acaso aqui nesta praia não tem propagação em todas as redes.
José do
Carmo Francisco
(Óleo de Claude Monet)
domingo, 18 de fevereiro de 2024
Novo poema nº 43 para Ana Isabel
Novo poema nº 43 para Ana
Isabel
Um dia Jesus Correia
(1924-2003) mostrou-me uma fotografia da equipa dos cinco violinos ao lado da criança prodígio Pierino Gamba de visita
a Portugal em 1947.
Hoje vi no Youtube o vídeo com
um menino russo com muito estilo a tocar como
gente grande o Concerto nº 3 de Mozart para piano e orquestra de câmara.
Porque aqui é tudo uma questão
de escala e de dimensão. No caso deste menino eu tenho todas as dúvidas sobre a duração do
efeito surpresa; a única coisa assegurada é o gozo pessoal e íntimo de cada
concerto.
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Novo poema nº 33 para Ana Isabel
Novo poema nº 33 para Ana Isabel
«No dia em
que o rei fez anos» de José Cid era sempre cantado pelo instruendo Lousada nas
patrulhas nocturnas da Escola Prática entre A-da-Beja e a Alameda das Linhas de
Torres.
Cinquenta
anos depois a Sociedade Filarmónica Catarinense recorda na Caldas da Rainha
essa mesma melodia num arranjo para seus naipes de instrumentos e para a
juventude dos executantes que ainda não eram nascidos nesse tempo.
Porque a canção não deixa de ser a mesma; diferente é apenas a massa sonora levantada da terra entre o vento a sacudir a partitura na estante e a emoção de sentir de novo tudo o que o tempo separou.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de autor desconhecido)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
Brado e clamor nº 26 para Ana Isabel
Brado e clamor nº 26 para Ana Isabel
Hoje soube
que na Festa do Jardim Infantil do meu neto António que tem cinco anos cantaram
uma canção de José Mário Branco na qual se diz que «quando for grande quero ser
pequeno».
Poucos
minutos depois vi um filme sobre Sandy Denny (1947-1978), vocalista do Grupo Fairport Convention e ainda agora rainha
da pop inglesa cujo corpo repousa num dos cemitérios de Londres.
O segredo
está em perceber que ao lado da luz da vida está o escuro da morte, entre o
Príncipe Real e Putney Vale, um jardim e um cemitério, uma possível chave para
«ser pequeno quando for grande» como diz a canção de José Mário Branco.
(Fotografia de autor desconhecido)
domingo, 7 de novembro de 2021
Novo poema nº 4 para Ana Isabel
Novo
poema nº 4 para Ana Isabel
Para
Vergílio Ferreira «A música é sempre anterior a si, não existe no momento em
que a ouvimos»; eu, modesto escriba, em Iniciais escrevi poemas para diversos compositores
e intérpretes.
Um
Domingo de manhã, a Filarmónica Catarinense parou à porta da casa: minha mãe
fez o bolo de iogurte, minha filha Ana tinha um prato com fatias, meu pai veio encher
copos de vinho para os músicos.
Porque as lágrimas não cabiam no estojo do clarinete do primo, num Domingo pouco posterior, morreu de AVC três dias depois, frente à televisão num particular Portugal-Espanha em futebol.
José
do Carmo Francisco
(Fotografia de autor desconhecido)
segunda-feira, 21 de setembro de 2020
Teu nome Luísa

Teu nome Luísa
(a Luísa Amaro sob tema musical de B´Leza)
Teu nome Luísa
Tem gota de Mar
E já não precisa
Que eu vá cantar.
Mas por outro lado
Tem força da Terra
E eu maravilhado
Tudo nome encerra.
Teu nome no som
Da música eterna
Tem condão e dom
De ser pós-moderna.
Já eu fico a dizer
Luísa e de novo
Nome de mulher
Coração do Povo.
José do Carmo Francisco
(Óleo de Gino Severini)















