Canção breve da cutelaria catarinense
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Canção breve da cutelaria catarinense
Canção breve da cutelaria catarinense
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Canção breve do Cais do Abraço
domingo, 7 de dezembro de 2025
Balada para os 50 anos da ADECO
domingo, 21 de setembro de 2025
Canção breve para os meninos na Foz do Arelho
terça-feira, 16 de setembro de 2025
Canção breve para o Montijo em 1958
domingo, 7 de setembro de 2025
Balada da sardinheira da Abadia
segunda-feira, 16 de junho de 2025
Nova marcha de Santa Catarina
(Lisboa 14-6-2025, dedicado a Luís
Almeida)
domingo, 11 de maio de 2025
Musa em memória de esplanada
sexta-feira, 9 de maio de 2025
Musa em fim de semana
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Musa em azul celeste
domingo, 10 de novembro de 2024
Musa a ouvir Verdes Anos
terça-feira, 19 de março de 2024
Novo poema nº 44 para Ana Isabel
Novo poema nº 44 para
Ana Isabel
A bandeira vermelha é uma indicação para os banhistas mas o
nadador-salvador está sem trabalho; a gente da praia prefere o espaço
intermédio entre o oceano e a terra para brincar na água que sobejou da recente
maré cheia.
O café do motociclista é um combustível cultural no fim da
manhã, intervalo de viagens feitas e por fazer na máquina voadora a rasgar a
paisagem e a assustar o povoamento.
Porque tudo isto se inscreve nos dias das férias que, mesmo
perturbadas pela pandemia, não deixam de se impor no calendário de quem aqui se
fixou de modo provisório.
(Fotografia de Luís Eme - Algarve)
domingo, 21 de janeiro de 2024
Novo poema nº 42 para Ana Isabel
Novo poema nº 42 para Ana Isabel
Eram frugais
os cavaleiros de Nuno Álvares Pereira a caminho de Monchique; davam de beber
aos cavalos na ribeira de São Teotónio, a seguir rezavam e só depois comiam
pouco e devagar.
É por tudo
isso que ainda hoje tanto a imagem e como o altar antigo permanecem e continuam
no pequeno Santuário do Monte da Orada.
Porque nem tudo se perde na erosão do tempo que, sempre e todos os dias, trabalha para o lado do esquecimento.
José do
Carmo Francisco
(Fotografia de autor desconhecido)
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Novo poema nº 33 para Ana Isabel
Novo poema nº 33 para Ana Isabel
«No dia em
que o rei fez anos» de José Cid era sempre cantado pelo instruendo Lousada nas
patrulhas nocturnas da Escola Prática entre A-da-Beja e a Alameda das Linhas de
Torres.
Cinquenta
anos depois a Sociedade Filarmónica Catarinense recorda na Caldas da Rainha
essa mesma melodia num arranjo para seus naipes de instrumentos e para a
juventude dos executantes que ainda não eram nascidos nesse tempo.
Porque a canção não deixa de ser a mesma; diferente é apenas a massa sonora levantada da terra entre o vento a sacudir a partitura na estante e a emoção de sentir de novo tudo o que o tempo separou.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de autor desconhecido)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Novo poema nº 27 para Ana Isabel
Novo poema nº 27 para Ana Isabel
O consultório é como uma nave
espacial, o médico neurologista é também o astronauta viajante com seus sapatos
pretos de vento e sua bata branca de luz.
Há uma brisa do mar entre os
automóveis do parque e e a sala de espera, como uma pequena capela de devoção privada onde o
altar tem ao centro um livro de 1817 do doutor Parkinson sobre esta patologia.
Porque é antiga a procura de uma cartografia entre a causa e o efeito, entre a dúvida e a certeza, entre o sintoma e a terapêutica.
José do Carmo Francisco
(Óleo de Henri Matisse)
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Novo poema nº 23 para Ana Isabel
Novo poema nº 23 para
Ana Isabel
Na página 150 de Os
Pescadores de Raul Brandão há nomes de barcos na Nazaré: Formosa Ana, Luz do Sol, Senhora da Memória,
Mar da Vida. Na página seguinte surgem os pescadores Joaquim Chita, Carlos
Petinga, Cara Má, Miguel Panelão e Esgaio entre outros.
É possível que esse pescador Esgaio seja o bisavô do jovem jogador
Esgaio que acabou de assinar contrato com o Sporting Clube de Portugal por
vários anos.
Porque o que mais lembro desse jovem futebolista são as canadianas por si usadas em 2006 quando recebeu uma medalha num Torneio de Futebol Juvenil em Frielas.
José do Carmo Francisco
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
Novo poema nº 19 para Ana Isabel
Novo poema nº 19 para Ana Isabel
Os livros
são como as pessoas; a capa omite, disfarça, oblitera e desvia a atenção tal
como o rosto esconde muitas vezes o perfil e o conteúdo do ser humano que
depressa se perde na multidão.
Em O meu grande livro dos Animais de 1997 a
capa não revela a identidade da autora do texto e indica apenas o nome da
ilustradora. O livro Transporte
Sentimental de 1999 tem um veleiro na capa e no miolo estão poemas com
autocarros, eléctricos, elevadores e cacilheiros
Porque nunca é demasiado o tempo que se gasta neste olhar sobre dois livros tão diferentes e tão iguais; como se a cidade de Hong Kong fosse ali ao pé de Xabregas.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de Luís Eme)
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Novo poema nº 16 para Ana Isabel
Novo poema nº 16 para Ana Isabel
Na grande Feira da Rio Maior em 1955 ouvi uma mulher cega
cantar assim: «foi numa aldeia alentejana mas que horror/que uma mãe matou três
filhos duma vez.
Desgraças, crimes e misérias sempre houve e haverá no
Mundo; está tudo explicado na Bíblia e nas Obras Completas de William
Shakespeare.
Porque a única resposta à Morte é a Vida, o mesmo é dizer - a juventude de uma mulher feita bandeira de um amor pleno, forte e infinito.
José do Carmo Francisco
quarta-feira, 20 de abril de 2022
Poema afastado nº 57 para Ana Isabel
Poema afastado nº 57 para Ana Isabel
Nos meus
tempos de Ciclo Preparatório lá pelos idos de 1962 em Vila Franca de Xira tive
um colega de turma a quem os mais próximos chamavam «talita», palavra que só
hoje (2022) descobri ser de origem aramaica e significar «rapariga»,
Hoje não me
é possível destrinçar o que ao tempo haveria de irónico no uso dessa palavra;
sei apenas que no Brasil está muito vulgarizado o seu uso e há muitos milhares
de meninas com esse nome.
Tudo
conforme o livro «Jesus de Nazaré» de José da Felicidade Alves que na sua
página 19 recorda o Evangelho de São Marcos e as palavras aramaicas no milagre
da filha de Jairo: «talitha kum» – que é rapariga levanta-te!
José do Carmo Francisco
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
Novo poema nº 10 para Ana Isabel
Novo poema nº 10 para Ana Isabel
Em Janeiro
de 1960 foi a fuga de Peniche; um GNR veio de bicicleta chamar o meu pai
para conduzir a camioneta do Palácio da Justiça com um grupo de guardas
prisionais, polícias e guardas republicanos.
Iam todos do
Montijo para Pegões tentar deter no cruzamento os por eles chamados malandros que tinham fugido do Forte de
Peniche pelo lado do oceano com os lençóis a servirem de cordas.
Meu pai
nunca acreditou que os presos de Peniche fossem aparecer em Pegões mas como ele
disse baixinho «El-rei manda avançar, não manda chover.»
José do Carmo Francisco
(Desenho de Cruzeiro Seixas)
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