Há muita
diarreia mental
Numa montra
do Chiado
Anda à solta
um animal
Perdido e
tresmalhado.
O delírio e
a alucinação
Tomaram
conta de quem
No meio
desta confusão
Está na
terra de ninguém.
José do Carmo Francisco
(Óleo de Marius Borgeaud)
José do Carmo Francisco
Novo poema nº 9 para Ana
Isabel
De Outubro de 1958 a Julho de
1961 percorri os quatro anos lectivos da Escola Primária em três anos civis.
Entrei na Escola com sete anos mas nunca me sentei na fila dos burros nem dos assim-assim; sempre na dos bons.
Graças a uma carta do pároco
da minha aldeia, o Ministro da Educação Nacional autorizou o exame da terceira
classe em Abril e o da quarta em Julho de 1961.
Porque nunca é tarde para se fazer justiça que, sempre relativa, não deixa de ser justa mas da humilhação já ninguém me pode livrar.
José do Carmo Francisco
(Óleo de Karl Schmidt)