quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
Balada da Calçada do Combro
domingo, 7 de dezembro de 2025
Balada para os 50 anos da ADECO
sábado, 31 de maio de 2025
Canção trigésima sétima para Ana Isabel
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
Musa em almoço com Helena e Zé Lopes
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
Musa à porta da Escola
domingo, 10 de novembro de 2024
Musa a ouvir Verdes Anos
terça-feira, 31 de outubro de 2023
Novo poema nº 39 para Ana Isabel
Novo poema nº 39 para Ana Isabel
Ao ver o
jurado do Prémio Literário a chá e
torradas no melhor restaurante da cidade, o vereador da cultura
prometeu-lhe logo assistência médica, dormida num bom hotel e até o pagamento
do funeral.
Outra
vereadora da cultura afirmou não fazer ideia de quem é Júlio César Machado,
provando dirigir aquela área como podia estar nos Resíduos Sólidos, Espaços
Verdes, Turismo ou Desporto e Acção Escolar.
Porque no
sistema cultural perverso que é o nosso o que conta é encaixar os candidatos;
não interessa onde nem como porque o importante é ficarem colocados.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, 27 de maio de 2022
Novo poema nº 15 para Ana Isabel
Novo poema nº 15 para Ana Isabel
Ela era uma
menina de nove anos em 1983, no Jardim da Estrela a brincar com a irmã depois
levar flores ao jazigo do poeta Fernando Pessoa, ele mesmo.
Hoje
pediu-me amizade no Facebook e eu
disse logo que sim porque sinto nela a proximidade dos pais, da irmã e da filha
apesar do sofrimento, da morte e da distância.
Porque mesmo quando me dizem o pior das redes sociais ainda me deixo comover por estas coisas da tecnologia e dos recursos humanos que são quase infinitos.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de Luís Eme)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
Novo poema nº 6 para Ana Isabel
Novo poema nº 6 para Ana
Isabel
Esta rua discreta tem um arco
de pedra como se fosse um agrafe gigante a unir duas casas; dois blocos de
telhado, a parede, as portas e as janelas.
Por aqui passaram noutro tempo
muitas carruagens com gente apressada; tanto quanto se podia ter pressa no século
XVIII.
Porque tudo se dilui na memória dos afectos pessoais, cinquenta e cinco anos depois da primeira passagem entre a Rua de O SÉCULO (que já foi Rua Formosa) e o Hospital de Jesus.
José do Carmo Francisco
(Fotografia de Paulo Guedes)
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Alexei Bueno nas Escadinhas do Duque
Tinha que ser escritor este bandeirante
Nome herói de romance em homenagem
Assim a Rússia já não fica tão distante
Numa vida que é também uma viagem
Nas Escadinhas do Duque é rei à mesa
Dá lições de poesia em breve seminário
Entre cerveja e amendoim nasce a beleza
Da Poesia que o Mundo vê ao contrário
Somos poucos aqui um grupo acantonado
Na mesa posta por D. Rosa na sexta-feira
Viajamos num bacalhau bem temperado
Pelo azeite tão puro e leve duma oliveira
No Camões a mulher feia vende cocada
Desesperam por um visto os brasileiros
Que pena a vida não poder ficar parada
Aqui onde os poemas nascem inteiros
José do Carmo Francisco
(Fotografia de autor desconhecido)

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