domingo, 17 de março de 2013

Thomas em Brooklands Shool ou a floresta na cidade


Thomas em Brooklands School ou a floresta na cidade

O menino está crescido
Tem seis anos quase sete
Vai à escola num sentido
Conduz uma trotinete
Quando não chove há sinais
Na luz do parque em passeio
Os mais diversos animais
Vão na estrada pelo meio
São corvos e raposinhos
Em grande velocidade
Os esquilos são vizinhos
Da floresta na cidade    
Forma-se o grupo informal
Dos vizinhos estrada fora
Quem vem longe vê o sinal
E junta-se à última hora
Na esquina de certa igreja
Vira-se à esquerda é caminho
Pede-se à cruz que o proteja
Para nunca andar sozinho
Esta escola é um reduto
Onde as crianças estão bem
Nas salas há um produto
Que não se nega a ninguém
Mais do que ser um ofício
Ou trabalho de empreitada
Professores em sacrifício
Dão tudo sem esperar nada
E é nos olhos das crianças
Que surge uma recompensa
Na sementeira de esperanças
Todos sentem a diferença

José do Carmo Francisco (avô de Thomas Francisco Sutherland )

(fotografia de autor desconhecido)

terça-feira, 12 de março de 2013

Balada da Rua Direita



Balada da Rua Direita

            (a Maria Alzira Seixo)

Rua Direita, mentira
Só trânsito pedonal
Em Vila Franca de Xira
Meu balanço pessoal
Rua Direita, mentira
No caminho do passado
Um slide que se retira
Da caixa posta de lado
Rua Direita, mentira
Entre Escola e Jardim
Hoje há quem me refira
Uma memória sem fim
Rua Direita, mentira
Tempo de Império e Fé
A festa que se respira
Na ermida de Alcamé
Rua Direita, mentira
Do preto e branco à cor
Na memória que se vira
Para o núcleo do amor
Rua Direita, mentira
Caminho de procissão
Entre a pauta e a lira
Chega o som ao coração
Rua Direita, mentira
Retrato dos finalistas
Há no grupo quem prefira
Os jornais e as revistas
Rua Direita, mentira
Cinquenta anos depois
Em Vila Franca de Xira
O passado faz-se em dois

José do Carmo Francisco      

(Fotografia de autor desconhecido)