quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Canção breve nº 19 para Luisinha


Canção breve nº 19 para Luisinha

É professora sem Escola
Não desiste da Verdade
Mas vive numa barrajola
Bem no centro da Cidade.
Tem os poemas dispersos
Por vários Blogs do Mundo
Desenhado em oito versos
 Há o sentimento profundo.

José do Carmo Francisco 

(Óleo Bereny Robert)

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Canção breve nº 18 para Luisinha

Canção breve nº 18 para Luisinha

Musa da História, Luísa
Passa de livro na mão
A Coragem é precisa
Na Esperança da Razão.
Linha esquerda ou direita
Do Rio que tudo inunda
A Porta do Sol é estreita
Mas a visão é profunda.

José do Carmo Francisco

(Óleo de Henry Clive)

domingo, 18 de outubro de 2026

Domingo à tarde em Falconwood


Domingo à tarde em Falconwood

 

poema autógrafo para Francisco José Viegas  
 
O olhar do menino entrou no meu poema / E não mais saiu. Era um olhar sentido /
Na revolta de uma exclusão cruel e súbita.
Sentado num banco frente à mesa da festa / não o deixam falar com os conhecidos /
Entre vizinhos e colegas de turma na escola.
Quase tudo em seu redor era em miniatura / locomotivas e linhas de volta à infância /
Porque o carvão e os apitos são verdade. 
O olhar do menino era em ponto grande / e a sua dôr tinha o volume da sua idade /
Sete anos bem medidos no meu olhar.
Não era problema não o terem convidado / mas sim a proibição de se aproximar /
E de comunicar com as crianças da festa.  
Festa com pouco de muito recomendável / além de bolos de fábrica e sumos de pacote /
Bebés e mães com problemas hormonais.
Vejo no menino de Falconwood o meu olhar / quando na minha vida outros me disseram /
Que queres daqui? - como quem bate a porta. 
E ao bater a porta deixam do lado de fora / os sonhos de quem, como eu, só queria fazer /
Um breve recado sobre o tempo que passou.
Nos jornais, nas revistas e nas editoras / nos encontros e desencontros das letras e da vida /
Muitas vezes ouvi a pergunta - Que queres daqui?      
Foi esse desprezo, essa vaidade, esse rancor / que eu vi hoje no olhar triste do menino /
Nos comboios miniatura de Falconwood.
Lá tudo é miniatura desde o fumo ao apito / desde as várias linhas às passagens de nível /
Tudo menos o olhar do menino afastado. 
 
José do Carmo Francisco

(Óleo de Alessandro Tofanelli)


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Canção breve nº 17 para Luisinha

 

Canção breve nº 17 para Luisinha
 
Clio, sendo Musa da História
Tem na mão um pergaminho
Entre o Tempo e a Memória
Uma Lenda não tem caminho.
Eu entre um facto e um mito
Entre um sonho e uma paixão
Mas numa coisa eu acredito
Aqui a Morte não tem razão.
 
José do Carmo Francisco
 
(Óleo de Emília Santos Braga)