domingo, 23 de abril de 2023

Novo poema nº 31 para Ana Isabel

 

Novo poema nº 31 para Ana Isabel

A selva do anacoreta é o ponto mais radical da solidão e a juventude da mulher o lugar ambicionado do encontro; de um lado a tristeza, do lado oposto a alegria, de um lado o peso da escuridão, do lado oposto a força da luz.

São dois caminhos, dois mundos, duas maneiras de ser no tempo e no espaço: o poeta oscila o seu discurso entre o sofrimento e o júbilo porque parte do vazio mas não desiste do amor.

Porque o fascínio da vida está nessa tentativa, nesse esforço, nesse olhar que não desiste da procura de uma outra luz por oposição ao diário cinzento do quotidiano. 

José do Carmo Francisco

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

 

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